quarta-feira, 29 de setembro de 2004

A LUA

Tão branca
Tão calma
Chega a acalentar
minha alma

Nesta noite quente
e sem dono
És cúmplice
de meu abandono

Lua, minha amiga
Será esta minha sina?
Admirar-te eternamente!
Indagar-me seus encantos!

Lua branca!
Lua Linda!

És a luz da noite escura
Farol para minhas dúvidas
Admiro-te plenamente
Como és bela!

Cúmplice de meus pensamentos
Minha amiga Lua
Misteriosa e soberana
É a Deusa da noite!

Oh Deusa Lua!

terça-feira, 10 de agosto de 2004

LETRAS

Tantos livros
Tantas palavras
Tantas letras

Há tanto para ser feito
Com qual tempo?
Qual efeito?

Não sei

e os livros continuam
e as palavras continuam
e as letras também

quarta-feira, 7 de julho de 2004

O OUTRO SER O OUTRO

Complexidade
Inconstância
Intolerância
Óbvio paradoxo

segunda-feira, 10 de maio de 2004

GRITO

Ha!
Um grito
Um grito de suspiro!
Perdido na multidão
Indiferente aos meus pensamentos
Indiferente às suas próprias vontades

Vulnerável ao bombardear
sugestivo
das possibilidades superficias

Reluto
Reluto constantemente
a não me entregar
a não me render

à facilidade do ócio

sexta-feira, 2 de janeiro de 2004

Nunca entendi os poemas
a não ser os que falavam de amor
Nunca entendi os amores
mas passei a escrever
Agora que entendo os poemas
me resta aprender a escrever
Será a loucura
um acesso descontrolado de felicidade?
Será a felicidade
um acesso controlado de loucura?
São os loucos felizes?
São os felizes loucos?
O que importa!
Se a loucura não tem medidas
e a felicidade também não!