domingo, 28 de dezembro de 2003

LIBERDADE CONDENADA

Liberta aqui estou
Tranquila aos meus anseios
À espera de um acontecimento
Cabível aos meus desejos!
Estanque à razão
Condenada à emoção

Aflita no aguardo de outro dia
outro sonho, outro amor?

Sentimentos governantes
de um ser pulsante
em questionamentos incansáveis
em buscas intermináveis
de fantasias verdadeiras
cabíveis ao meu presente.

sábado, 27 de dezembro de 2003

MUNDO DOS SONHOS

Quem serão seus habitantes
Serão estes parte de nós?
Um mundo real
no sonho de poucos
O mundo correto
na esperança de alguns
Mundo de poucos, destino de todos
Que seus habitantes
não se demorem
não se percam
não cansem
não desistam

LOUCA SANIDADE

O que fazer
se continuo a questionar.
Porque sofrer com tanta angústia?
Quero dormir
mas não consigo.
Quero agir
mas aqui fico
estática ao meu pensar
escrava de minhas vertigens
subordinada aos devaneios
minha loucura febril.
Será esta a loucura dos sãos?
Sanidade de todos
de todas as minhas partes
que já não suportam mais
a ausência de tudo.

quinta-feira, 25 de dezembro de 2003

EXISTÊNCIA

Estas dúvidas que percorrem o ser
trazem angústias que abalam
as certezas superficiais da vida
Pobres pensamentos inquietos, não cansam!
Invadem e atropelam sem parar
a calma entorpecente, soberana dos estáticos!
Venham pensamentos confusos!
Libertem minha alma!
Satisfaçam as curiosidades banais!
Permitam que a verdade absoluta revele-se!
Tragam a nova realidade!
Fortaleçam as sutis revelações
camufladas na incerteza total
do mundo de todos

e o amor governará
e a dúvida não mais existirá
e o ciclo completará o ciclo
Infinitamente

quinta-feira, 13 de novembro de 2003

QUESTÕES

Os fragmentos não me pertencem
Não consigo entendê-los
Mas para que entendê-los
Esta angústia me atormenta
até quando...
Serão apenas superficiais?
Serão existenciais?
Porque não acreditar?
Porque duvidar?
até quando...
Onde estarão meus fragmentos?
Onde estarão suas conexões?
O que o véu esconde?
Quantos ainda restam?
até quando...

Não saberei

sexta-feira, 25 de abril de 2003

POBRE TEMPO...

A vida suga sua inocência de criança na medida em que vai injetando responsabilidades. Com isso o encantamento que tens pelas coisas vai esvaindo-se e diluindo-se na falta de tempo que tem tens para as coisas. Não existe mais tempo para devaneios e suspiros, o tempo corre e te atropela. O mesmo tempo que tanto é almejado torna-se carrasco das simplicidades diárias e das superficialidades descompromissadas tão encantadoras. Oh encantamentos tão desencantados hoje em dia! O que restam de vós? Respiram ainda em meu ser... porém não são mais tão puros, tão alegres. Tornaram-se nostálgicos e enrugados. E tudo culpa do tempo.

segunda-feira, 3 de março de 2003

DESENCONTRO

Quando olhei, nada encontrei
Quando encontrei, nada tive
Quando tive, tudo desapareceu
Quando questionei, não obtive respostas
(e as que obtive, não foram suficientes)
Quando respondi, ninguém entendeu
Quando entendi, ninguém precisou de explicações
Quando tentei explicar
Me perdi em dúvidas novamente
Quando me compreenderam...
Já havia enlouquecido.