sexta-feira, 25 de abril de 2003

POBRE TEMPO...

A vida suga sua inocência de criança na medida em que vai injetando responsabilidades. Com isso o encantamento que tens pelas coisas vai esvaindo-se e diluindo-se na falta de tempo que tem tens para as coisas. Não existe mais tempo para devaneios e suspiros, o tempo corre e te atropela. O mesmo tempo que tanto é almejado torna-se carrasco das simplicidades diárias e das superficialidades descompromissadas tão encantadoras. Oh encantamentos tão desencantados hoje em dia! O que restam de vós? Respiram ainda em meu ser... porém não são mais tão puros, tão alegres. Tornaram-se nostálgicos e enrugados. E tudo culpa do tempo.

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